FC Porto é a maior vítima dos tomba-gigantes

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As eliminatórias da Taça de Portugal constituem grandes oportunidades para as equipas de escalões inferiores se ‘agigantarem’ e mostrarem a fibra de que são feitas. Quando colocados frente-a-frente com um ‘grande’ do futebol português, os emblemas mais modestos entram em campo sem nada a perder e por vezes acabam mesmo por contrariar o favoritismo dos adversários, escrevendo de imediato uma página na história.

Juntando Benfica, FC Porto e Sporting foram já treze os ‘tombos’ de ‘gigantes’ na prova rainha do futebol luso. Entre essas treze surpresas, seis foram derrotas do FC Porto, que se assume assim como a principal vítima dos ‘tomba-gigantes’. Metade dos desaires dos ‘azuis-e-brancos’ ocorreu na década de 40 (V. Setúbal, Estoril e Barreirense), com novas surpresas a acontecerem em 69/70 (Tirsense), 98/99 (Torreense) e 2006/07 (Atlético).

O Sporting caiu por quatro vezes perante equipas de escalões inferiores: em 1948/49 (Tirsense), 98/99 (Gil Vicente), 2002/03 (Naval) e 2003/04 (V. Setúbal). Já o Benfica, o clube que detém mais Taças de Portugal, foi surpreendido em três ocasiões: 1960/61 (V. Setúbal), 2002/03 (Gondomar) e 2006/07 (Varzim).

Curiosamente, o Vitória de Setúbal assume-se como principal ‘tomba-gigantes’ na Taça. O emblema sadino, então fora do primeiro escalão do futebol português, já afastou os três ‘grandes’ da prova rainha.

Os tombos dos gigantes na Taça:

V. Setúbal (2D) 7-0 FC Porto (1942/43)
Estoril (2D) 5-3 FC Porto (1943/44, duas mãos: 3-2 e 2-1)
Barreirense (2D) 1-0 FC Porto (1947/48)
Tirsense (2D) 3-2 FC Porto (1969/70, duas mãos: 2-2 e 1-0)
FC Porto 0-1 Torreense (2DB) (1998/99)
FC Porto 0-1 Atlético (2DB) (2006/07)

Tirsense (3D) 2-1 Sporting (1948/49)
Gil Vicente (2D) 3-2 Sporting (1998/99)
Sporting 0-1 Naval (2D) (2002/03)
V. Setúbal (2D) 2-1 Sporting (2003/04)

Benfica 4-5 V. Setúbal (2D) (1960/61, duas mãos: 3-1 e 1-4)
Benfica 0-1 Gondomar (2DB) (2002/03)
Varzim (2D) 2-1 Benfica (2006/07)

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